Tenho fantasmas à porta.
Tenho fantasmas caiados de paredes brancas.
Tenho fantasmas sobrados de pratos no lava-loiça.
Tenho fantasmas concretos de pousada grátis no sofá.
Tenho fantasmas molhados de toalha enrolada à cabeça.
Tenho fantasmas desconcertados de ténis deixados no tapete.
Fantasmas.
Tenho fantasmas escondidos dentro de mim.
Fantasmas.
Fantasmas perdidos.
Fantasmas.
Entre mim e os outros, fantasmas não vistos.
Fantasmas meus.
Fantasmas de quem por aqui passou e deixou: fantasmas.
Fantasmas sumidos nos olhos dos outros.
Fantasmas que nascem no fundo dos meus.
Fantasmas que me coçam na pele e me arranham na roupa.
Entre mim e os outros, fantasmas não sentidos.
Entre mim e os outros,
fantasmas,
entre mim e os outros.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário